terça-feira, 23 de agosto de 2011

O sentido das histórias infantis

O mundo das crianças não é tão risonho quanto se pensa. Há medos, conflitos, difusos, e a experiência das perdas, bichos, coisas, pessoas que vão e não voltam...
O escuro da noite: o mundo inteiro se ausentou. Voltará?
Não é possível fazer de conta que eles não existem. Os maus espíritos, a gente os espanta chamando-ops pelo nome real...
Para quê uma "estória"?
Quem não compreende, pensa que é para divertir. Mas não é isso.
É que elas têm o poder de transfigurar o cotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções.
Com isso angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para as crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão...

Alves, Rubem. O patinho que não aprendeu a voar. São Paulo, Paulus, 1987.

Nenhum comentário:

Postar um comentário